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Nos dias 25 e 26 de agosto, no Teatro da Puc de São Paulo, Pe Guilherme da Costa Vilela Gouvêa, como membro da Comissão Diocesana de Espaço Litúrgico e Bens Culturais, participou do Simpósio Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural Católico realizado pela PUC-SP em parceria com a CNBB. O objetivo deste foi refletir e discutir a problemática do patrimônio material e imaterial, cultural e artístico católico, a partir do documento que institui legalmente o Acordo Brasil Santa Sé. Esse acordo foi inicialmente assinado em 07 de janeiro de 1890, reconhecendo a personalidade jurídica da Igreja Católica, logo após a Proclamação da República. Revisto e ratificado, o Acordo Brasil Santa Sé foi ampliado e promulgado em 11 de fevereiro de 2010. 

No âmbito do patrimônio, na sua essência, ele define as ações da Igreja Católica a respeito da importância da preservação dos bens culturais católicos brasileiros, construídos pela Igreja no país, desde o seu descobrimento. O Acordo também atribui à Igreja Católica o papel de dividir com os órgãos legislativos ações de preservação e salvaguarda da memória nacional. 

Com tais propósitos, o Simpósio de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural Católico propôs promover as maneiras de materializar esse Acordo, a partir dos temas eleitos para as conferências e discussões, de modo a tornar possível a difusão desse conhecimento, com a produção de material didático, para todo território nacional. Refletiu-se desde a arte como expressão das coisas criadas por Deus; as normativas para aprovação de projetos junto ao IPHAN; a aquisição de recursos junto às entidades de fomento cultural; a elaboração e apresentação de projetos culturais às leis de incentivo à cultura; e, como coração do encontro, o patrimônio material e imaterial brasileiro no Acordo Brasil-Santa Sé.

A intenção foi explicitar a importância da construção da identidade histórica brasileira, assim como as maneiras de viabilizar os caminhos processuais, acerca dos modos de preservação de seus bens culturais. Em outras palavras, como já colocado pelo historiador Jacques Le Goff, a sociedade que não sabe preservar sua memória, é uma sociedade com graves problemas de identidade.